9 de janeiro de 2017

ITABUNA ESTÁ ÓRFÃ DO ESTADO E CONTANDO SÓ COM SEU POVO

O povo de Itabuna é a força da cidade, que está abandonada pelo governo da Bahia
Cada itabunense tem que possuir a responsabilidade de zelar por Itabuna, pois é na cidade que ele vive com sua família. Vemos, muitas vezes, homens e mulheres jogando lixo em terrenos vazios situados defronte de suas casas, como se eles estivessem ali de passagem. Resultado: surge um verdadeiro criatório de moscas e doenças consequentes. E agora o perigoso Aedes Aegypti. E a rua se perturba. Itabuna, nossa querida cidade, é realmente linda, contornada de belas florestas, com imensa biodversidade, que parece guardiães perfiladas zelando pela mata atlântica. Essa é a cidade da minha infância e da minha adolescência, dos passeios de bicicleta, das ruas calmas e de população ordeira. Mas o tempo foi passando e, como todas as cidades de médio e grande porte, explodiu. O êxodo rural, o aumento da população, a fase industrial, o elevadíssimo número de automóveis, juntos, mudaram a fisionomia de Itabuna. Hoje há desemprego, crack, violência, há super lotação nos hospitais e presídio. Abunda poluição no rio Cachoeira. E o drama social se acumula. É o progresso, o itabunense caminhando célere em busca do seu destino. Hoje temos favelas, bairros lotados de edifícios, desconforto no viver para muita gente. Acredito sinceramente no entusiasmo do prefeito Fernando Gomes (DEM), em atenuar como pode os grandes problemas urbanos que nos afligem. Com o progresso e o acelerado aumento populacional, o homem deixou de ocupar um espaço dentro da natureza para passar a ser um criador de espaços. A cidade, assim, deve ser repensada não apenas no sentido do seu uso, mas sobretudo no conjunto de suas relações. Afinal, o objetivo de toda cidade não é a construção em si mesma, mas a do seu espaço onde a população possa viver.

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