16 de fevereiro de 2017

A DESLEALDADE DAS AVES DE RAPINA QUE SE DIZEM AMIGAS

Há entre nós, muitos cachorros disfarçados de boas ovelhas
Uma das características intrínsecas à vida em sociedade é, sem dúvida, a competição. A convivência, com semelhantes, nas mais diversas atividades humanas, leva à constante comparação de desempenhos. A concorrência entre os indivíduos, desde que se respeite um determinado limite, pode ser benéfica. Desde épocas muito remotas o ser humano já competia com o seu semelhante. Porém, com o passar do tempo, competir parece ter perdido o seu real significado. Competir, atualmente, tornou-se uma forma de vencer a tudo e a todos, a qualquer preço, desrespeitando até mesmo os limites da moral e da ética humana. Um exemplo disso tudo foi quando me assumir o cargo de Assessor de Imprensa da Câmara Municipal de Itabuna. Alguns colegas de imprensa tentaram convencer o presidente Chico Reis a me preteri, ou simplesmente me exonerar, logo após a minha posse. Os argumentos foram inúmeros e até com recorte de matérias que eu escrevi com críticas ao mesmo. Alguns desses colegas de categoria, foram autores dessa tentativa de minha exoneração e todos eles, me telefonaram, ou me enviaram e-mails e mensagens via whatsapp, me parabenizando e dizendo que eu era a pessoa mais oportuna para assume este cargo. Assim, o exemplo aqui citado é péssimo, choca, entristece. Pois todo profissional que se respeita vive daquilo que é seu, do que produz. Logo, para ser profissional de imprensa é necessário algo mais além de títulos. É preciso ser GENTE. E quem se apropria do alheio é, no mínimo, desonesto…Mas não vou falar dessa má ação, isso não é competir. Não vou falar da ‘pessoa’ que se apropria do alheio, seria dar fama a quem não a tem. Apenas o fato ilustra aquilo que é capaz o ser humano, em nome da competição (?!). Todavia nem tudo está perdido. Apesar de a competição gerar efeitos negativos como a inimizade, o egocentrismo, a falta de sensibilidade e o desrespeito aos limites impostos, ela também nos apresenta virtudes. Se não houvesse nenhuma competição entre os seres humanos, a vida não teria a razão que tem, e as conquistas não teriam o menor valor. Além disso, para que vivêssemos com tecnologia, indústria, classes sociais, f oi necessário, por exemplo, que espanhóis e portugueses lutassem pelo domínio das terras descobertas com a navegação, que russos e americanos competissem pela melhor tecnologia para viajar ao espaço. Foi essa competição que criou o mundo do qual fazemos parte. Na verdade, competir é um instinto humano. Graças a ele vivemos como vivemos hoje. Todavia, o seu sentido real deve ser resgatado, a fim de que vivamos melhor e que não sejamos vítimas de quem não sabe competir. Competir na era do capital humano exige muito trabalho, esforço e determinação. O ser humano, com toda a sua potencialidade, é a figura principal na formatação destes novos tempos e efetivamente pode fazer a diferença no sentido de construir não somente assessorias de imprensa mais ágeis e objetivas, mas, também, e principalmente, um mundo justo e human o, pois só assim terá valido à pena ter vivido estes novos tempos em que o capital humano é personagem principal da história.

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